quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

CAMPANHA DOS CORREIOS

1.200 cartas de Natal ainda aguardam adoção

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Um dia antes do término do prazo de entrega dos pedidos, apenas 23% das pessoas enviaram os presentes
Até ontem, os Correios só tinham recebido 1.100 presentes de um total de seis mil pedidos. Prazo foi prorrogado até dia 13
Será que o aluno Bruno Ariel de Sousa, 12, será mesmo lembrado pelo Papai Noel? Ele foi uma das seis mil crianças que depositou seus sonhos e deixou sua carta nas agências dos Correios a fim de que alguém possa lhe dar um bocado de felicidade neste fim de ano. Um dia antes do encerramento do prazo oficial de entrega das lembranças, apenas 23% das pessoas enviaram os presentes. Temendo que a criançada fique sem um agrado natalino, a direção prorrogou o recebimento até terça-feira, dia 13.

Para quem ficou interessado em adotar uma cartinha e fazer uma ação de solidariedade, ainda dá tempo. Um total de 1.200 pedidos ainda aguardam apadrinhamento. São apelos de alunos da rede pública de Fortaleza e do Instituto dos Cegos que desejam brinquedos, roupas, material escolar, entre outros tantos, escritos, muitas vezes, em letras mal desenhadas.

O estudante Bruno, portador de deficiência visual, é um dos que deve estar muito ansioso, aguardando o material escolar que pediu ao seu querido padrinho Noel. Entretanto, a festa de alguns dos meninos que já receberam as lembranças pode começar ainda neste fim de semana. É que os Correios iniciarão, nos próximos dias, a entrega dos 1.100 presentes nas escolas onde as crianças estudam, em mutirões que irão mobilizar a estrutura logística e os recursos humanos da empresa.

A bancária Ana Lúcia Cavalcante, 53, já comprou as três lembrancinhas das cartas que adotou em 2011. Prometeu ter cuidado para cumprir o prazo certo e para que o natal do "adotado" não passe totalmente em branco. Ela diz fazer essa ação há anos, estimula, inclusive, a família toda a participar.

Emoção
"Essa é uma época de fazer o bem, de fazer esses estudantes carentes mais felizes. São crianças que passam necessidade. É uma maneira da gente agradecer pelo que recebeu da vida", comenta. Entre as histórias de vida narradas nos textos, Ana Lúcia não escondeu a emoção de um menino que, ao invés de pedir algo para ele, lembrou da mãe. "O garoto queria um sapato para a sua genitora e atendi".

Os pontos de apadrinhamento são as agências dos Correios da Aldeota, Barão de Studart, Oswaldo Cruz, Papicu, Central e Iguatemi.

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