SEMINÁRIO DA PRAINHA
Sob protesto, procissão é feita no pátio da igreja
Por causa de proibição da AMC, o trajeto original da caminhada não foi feito. Alguns fiéis não seguraram as lágrimas
Ao invés de procissão, uma pequena caminhada em círculos com poucos fiéis. Foi dessa forma que católicos celebraram, na tarde de ontem, na Igreja da Prainha, o Dia de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, encerrando o novenário da Santa.
O tradicional percurso, que começava na Avenida Dom Manoel, passando pela Avenida Santos Dumont e pelas ruas Dona Leopoldina e Tenente Benévolo, não aconteceu devido à proibição da Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicas e Cidadania (AMC). O órgão alegou que o evento causaria engarrafamentos nas vias do entorno do templo, refletindo em outras ruas da cidade.
Depois de dar várias voltas no pátio interno do Seminário e rezar o terço, o pequeno grupo seguiu para missa no templo caminhando pela calçada, sem pôr os pés na pista. A caminhada aconteceu. No entanto, a alegria da conhecida procissão, realizada há quase 70 anos, foi substituída pelo desânimo e tristeza dos fiéis. Alguns não conseguiram segurar as lágrimas.
"Para as festas mundanas, a Prefeitura sempre dá um jeito de fazer e, para as coisas de Deus, coloca dificuldades. Se fosse alguma festa ou comício, será que a AMC proibiria?", questiona, desolada, a dona de casa Maria do Amparo, 51.
"Isso que a Prefeitura fez é uma covardia muito grande. A prefeita só gosta de Carnaval. Participo da procissão há muito tempo e não está sendo a mesma coisa", complementa o aposentado Parcifal Amorim, 66.
Dentro do templo, o reitor do Seminário da Prainha, padre Hemetério Santiago, tentava consolar os católicos, pedindo para que ninguém ficasse triste. Só no Ceará, informou o padre, existem 33 paróquias cuja padroeira é Nossa Senhora da Imaculada Conceição.
"Os tempos passam e as pessoas também passam e morrem. Maria, porém, permanece eterna e intercede por aqueles que a rejeitam", declarou o padre.
Segundo o religioso, cerca de 500 pessoas costumavam participar da caminhada. Ontem, menos de 100 fiéis compareceram à procissão, que também serviu para comemorar os 170 anos da Igreja da Prainha.
No dia 16 de novembro, padre Hemetério enviou um ofício à AMC solicitando a presença de agentes de trânsito para controlar o tráfego no entorno do templo. Na terça-feira passada, a notícia de que a caminhada não poderia acontecer chegou e, na noite do mesmo dia, o padre repassou o informe aos fiéis.
De acordo com o religioso, antes da procissão, dois agentes da AMC foram ao Seminário no intuito de acompanhar o curto trajeto, mas ele disse que não seria necessário.
Tempo moderno
Na opinião do presidente da AMC, Fernando Bezerra, o evento vem causando transtornos aos motoristas há alguns anos, pois é realizado em horário de pico. Em 2008, a procissão também foi cancelada por igual motivo. "Eu sei que é uma tradição, mas, em várias paróquias, as procissões foram se adequando ao tráfego. Isso não é mais possível numa metrópole como Fortaleza. É o tempo moderno", justifica Bezerra.
Segundo ele, duas opções foram oferecidas ao padre Hemetério para que a tradicional procissão fosse realizada. A primeira, conforme Bezerra, foi mudar o horário da caminhada para 19 horas. A segunda foi diminuir o percurso. "No entanto, o padre agiu com intransigência", fala Fernando Bezerra.
Ao invés de procissão, uma pequena caminhada em círculos com poucos fiéis. Foi dessa forma que católicos celebraram, na tarde de ontem, na Igreja da Prainha, o Dia de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, encerrando o novenário da Santa.
O tradicional percurso, que começava na Avenida Dom Manoel, passando pela Avenida Santos Dumont e pelas ruas Dona Leopoldina e Tenente Benévolo, não aconteceu devido à proibição da Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicas e Cidadania (AMC). O órgão alegou que o evento causaria engarrafamentos nas vias do entorno do templo, refletindo em outras ruas da cidade.
Depois de dar várias voltas no pátio interno do Seminário e rezar o terço, o pequeno grupo seguiu para missa no templo caminhando pela calçada, sem pôr os pés na pista. A caminhada aconteceu. No entanto, a alegria da conhecida procissão, realizada há quase 70 anos, foi substituída pelo desânimo e tristeza dos fiéis. Alguns não conseguiram segurar as lágrimas.
"Para as festas mundanas, a Prefeitura sempre dá um jeito de fazer e, para as coisas de Deus, coloca dificuldades. Se fosse alguma festa ou comício, será que a AMC proibiria?", questiona, desolada, a dona de casa Maria do Amparo, 51.
"Isso que a Prefeitura fez é uma covardia muito grande. A prefeita só gosta de Carnaval. Participo da procissão há muito tempo e não está sendo a mesma coisa", complementa o aposentado Parcifal Amorim, 66.
Dentro do templo, o reitor do Seminário da Prainha, padre Hemetério Santiago, tentava consolar os católicos, pedindo para que ninguém ficasse triste. Só no Ceará, informou o padre, existem 33 paróquias cuja padroeira é Nossa Senhora da Imaculada Conceição.
"Os tempos passam e as pessoas também passam e morrem. Maria, porém, permanece eterna e intercede por aqueles que a rejeitam", declarou o padre.
Segundo o religioso, cerca de 500 pessoas costumavam participar da caminhada. Ontem, menos de 100 fiéis compareceram à procissão, que também serviu para comemorar os 170 anos da Igreja da Prainha.
No dia 16 de novembro, padre Hemetério enviou um ofício à AMC solicitando a presença de agentes de trânsito para controlar o tráfego no entorno do templo. Na terça-feira passada, a notícia de que a caminhada não poderia acontecer chegou e, na noite do mesmo dia, o padre repassou o informe aos fiéis.
De acordo com o religioso, antes da procissão, dois agentes da AMC foram ao Seminário no intuito de acompanhar o curto trajeto, mas ele disse que não seria necessário.
Tempo moderno
Na opinião do presidente da AMC, Fernando Bezerra, o evento vem causando transtornos aos motoristas há alguns anos, pois é realizado em horário de pico. Em 2008, a procissão também foi cancelada por igual motivo. "Eu sei que é uma tradição, mas, em várias paróquias, as procissões foram se adequando ao tráfego. Isso não é mais possível numa metrópole como Fortaleza. É o tempo moderno", justifica Bezerra.
Segundo ele, duas opções foram oferecidas ao padre Hemetério para que a tradicional procissão fosse realizada. A primeira, conforme Bezerra, foi mudar o horário da caminhada para 19 horas. A segunda foi diminuir o percurso. "No entanto, o padre agiu com intransigência", fala Fernando Bezerra.
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