Argentinos não deixam Copacabana,
cochilam no porta-malas e provocam
Na madrugada deste domingo, centenas de torcedores da Argentina lotam orla, dormem em caçambas de caminhonetes, estendem faixas e superam alemães
Copacabana virou um pedaço da Argentina. Parte do bairro não dorme. Na madrugada deste domingo, dia em que os hermanos farão a final da Copa do Mundo com a Alemanha, às 16h, no Maracanã, os argentinos invadiram a praia carioca. São centenas e mais centenas no calçadão, faixas espalhadas na areia e calçadas, camas improvisadas em colchões no chão. Não existe aperto. Prova disso são alguns hermanos dormindo nas caçambas de caminhonetes e até mesmo dentro da mala de carros com placas de Buenos Aires.
Entre centenas de argentinos em Copacabana, raras são as camisas da Alemanha. Os hermanos tomaram conta. Na ponta da língua, cantando repetidas vezes, sem parar, a plenos pulmões, o hino de provocação ao Brasil que virou hit nesta Copa do Mundo. A letra: "Brasil decime qué se siente, tener en casa a tu papá... Te juro que aunque pasen los años, nunca nos vamos a olvidar...Que el Diego los gambeteó, que Cani los vacunó... están llorando desde Italia hasta hoy... A Messi vas a ver, la Copa va a traer...Maradona es más grande que Pelé." (Brasil, me diga o que sente...ter em sua casa seu papai...Te juro que mesmo que passem os anos...nunca vamos nos esquecer...Que Diego (Maradona) os driblou, que Caniggia os espetou...estão chorando desde a Itália até hoje...A Messi vocês vão ver, a Copa ele vai nos trazer...Maradona é melhor que Pelé).
O consumo de bebidas alcoólicas é desenfreado. A grande maioria não parece disposta a dormir.
- Vamos ser campeões no templo do futebol, no Brasil. Isso é só o começo. A festa vai continuar durante a semana – afirmou Javier Testo, que veio da Argentina ao Brasil de carro com um grupo de amigos.
Camisas com o número 10 às costas e o nome de Messi se proliferam. Muitos bares estão lotados de argentinos e brasileiros que se juntam à farra. Em um dos quiosques, um funcionário sofreu com a euforia, e teve que agir para salvar bancos e mesas onde os hermanos pulavam freneticamente.
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