Turbulência, gritos e pânico: Timão faz viagem assustadora após vaga
Duas quedas bruscas de altitude da aeronave causam desespero nos passageiros no retorno ao Brasil. Tite leva banho de água e reza durante os problemas
Praticamente lotado, o Airbus 330 da Avianca deixou Bogotá por volta das 15h30 (18h30 de Brasilia) com destino ao aeroporto internacional de Guarulhos, na grande São Paulo.
Com cerca de 40 minutos de voo, os avisos luminosos de atar os cintos foram acionados em virtude da passagem por uma grande concentração de nuvens carregadas.
Não costumo ter medo, mas nessa fiquei bolado"
Renato Augusto, meia do Timão
– Nós vamos morrer! – gritou um deles.
Pouco antes da turbulência, algumas pessoas já haviam sido atendidas pelo serviço de bordo. Entre elas, Tite. Com o balanço da aeronave, o treinador não conseguiu equilibrar o copo de água que segurava e levou um banho. Durante o problema, o treinador rezava.
O zagueiro Gil era um dos jogadores mais assustados com a turbulência. O jogador também gritou com a mudança repentina de rota e cobriu a cabeça com o cobertor fornecido pela companhia aérea.
Curiosamente, Gil fazia naquele momento um tratamento na panturrilha direita, lesionada em Manizales, com um aparelho eletromagnético. Somente depois de todo o problema ele foi retirado pelo fisioterapeuta Bruno Mazziotti.
– Eu estava olhando para frente e percebi que o avião teve uma queda na parte de trás – contou o goleiro Walter.
– Acho que essa foi a pior turbulência que peguei na minha vida – disse o repórter Abel Neto, da Rede Globo.
– Eu não costumo ter medo, mas nessa fiquei bolado – disse o meia Renato Augusto, ao conversar com os goleiros Cássio e Matheus Vidotto.
Somente três horas antes do pouso todas as luzes da aeronave foram apagadas para que as pessoas tentassem relaxar.
Apesar do alívio, o clima seguiu tenso. As brincadeiras entre os jogadores, tão comuns em voos após bons resultados, foram raras. Gil, sempre atormentado pelos companheiros por causa do medo de voar, foi preservado.
– Fiquei com medo mesmo, a sensação é de que você realmente não vai sair dessa. Até pra nós que estamos acostumados a voar foi difícil – frisou o zagueiro.
"São e salvo", Sheik deixou claro que os momentos vividos nas alturas estiveram longe de terem sido serenos
– Foi um voo tranquilinho, está tudo sob controle (risos). Brincadeira, foi tenso mesmo, quem falar que não tem medo de avião está mentindo. Ainda bem que chegamos em casa.
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