terça-feira, 8 de janeiro de 2013

OLHA O DESMANTELO!!!

Ivo Gomes diz que 700 professores estão fora de sala de aula

Secretário de Educação disse ainda que encontrou a pasta em situação financeira %u201Cmuito complicada%u201D, mas que está animado com o desafio de comandar uma das principais áreas da gestão do prefeito Roberto Cláudio
 
Cerca de 700 dos 11 mil professores da rede pública municipal de Fortaleza que deveriam estar em sala de aula não estão exercendo essa função. A denúncia é do novo secretário de Educação da Capital, Ivo Gomes (PSB), que participou, ontem, de reunião entre membros da atual administração de Fortaleza e o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM).

Dentre esses docentes, segundo o secretário, 100 ainda estão em estágio probatório. O número pode sofrer alterações, já que as informações recebidas pelo gestor ainda são parciais. “Estou tomando conhecimento de tudo”, frisou, ao ressaltar que encontrou a secretaria em uma situação financeira “muito complicada”.

Ivo Gomes, que se disse “animado” com o desafio de comandar uma das principais pastas da gestão do prefeito Roberto Cláudio (PSB), destacou que parte desses professores estão cedidos a outros órgãos do Executivo, à Câmara Municipal ou ao Poder Judiciário.

A informação foi confirmada pela diretora do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Ceará (Sindiute), Gardênia Baima, que esteve reunida na manhã de ontem com o novo secretário.

Segundo a diretora, o município tem, ainda, professores cedidos ao Estado e a outros municípios da Região Metropolitana de Fortaleza. “Eles estão dentro das escolas, mas com outras responsabilidades, como de presidentes de conselho escolar ou no projeto Mais Educação. Isso, sem contar os que estão no programa Segundo Tempo, que deixavam a sala de aula para ir para o programa e os alunos da rede pública ficavam sem aulas”, apontou Gardênia. Na reunião com o Sindiute, o secretário adiantou que a Prefeitura convocará todos esses servidores para reorganizar o início do ano letivo, segundo a diretora, que está atrasado desde a última greve dos professores da rede pública municipal.

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